sábado, 17 de novembro de 2012

Orquestra Filarmônica Bachiana SESI-SP em Registro


 

           A notícia vai com algum atraso, mas isso não tem importância, porque ela é simplesmente histórica. Posso ter perdido muitas notícias sobre apresentações musicais, no Vale do Ribeira, por isso não garanto se o que digo é verdade, mas é a primeira vez que ouço falar em Orquestra Filarmônica, no Vale do Ribeira. Como isso é inédito, pelo menos prá mim, comemoro o fato com satisfação.  

           Mas vamos à notícia, propriamente:

 

Posted: 09 Nov 2012

 

           Com apresentação única, Orquestra Filarmônica Bachiana SESI-SP se apresenta no próximo sábado (10), às 19 horas, no 14º Batalhão da Polícia Militar em Registro. O concerto, sob a regência do maestro João Carlos Martins, será gratuito e integra a temporada SESI Música 2012.

           De acordo com a assessoria do SESI, a orquestra é formada por jovens e experientes músicos sob a direção artística do maestro João Carlos Martins. Representa ação de apoio à música erudita e à formação e desenvolvimento das carreiras de instrumentistas. Após diversas temporadas pelo Brasil, encantou o público em turnês nos Estados Unidos, em quatro atuações nos renomados templos da música mundial: o Carnegie Hall e o Lincoln Center, ambos em Nova York.

          O repertório da apresentação destacará obras de compositores como Ludwig van Beethoven, Tchaikovsky e Brahms. O maestro promete um momento especial no encerramento da apresentação, quando assumirá o piano e relembrará a sua trajetória como concertista.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

POLÍTICA: AS FORÇAS OCULTAS


 

        Sempre tivemos, mesmo antes do surto do “mensalão”, a reiterada eleição de políticos desonestos, a convivência (ou conivência?) pacífica do povo brasileiro, principalmente dos pobres, com a presença constante, entre nossos dirigentes, de pessoas e grupos, melhor dizendo, quadrilhas, que infestam nossas instituições. Falo instituições, porque o problema é geral, não é só no Congresso ou nas Câmaras, ou nos postos executivos, mas está também nas alfândegas, nas delegacias e, até, na magistratura.

Os estrangeiros, as pessoas sensatas, os intelectuais honestos, daqui e de alhures, excogitam teorias as mais diversas, na tentativa de entender o que se passa neste país, no campo do exercício da democracia. Observando o “circo” montado pelos políticos, em todas as eleições, ou conversando com as pessoas conhecidas, temos dificuldade, ainda assim, de atinar com a resposta a essa dúvida. Mesmo aqueles sábios voltados ao estudo das ciências sociais não conseguem dar uma resposta unívoca ao problema crucial, com que se martirizam as pessoas honestas e de boa vontade: afinal, porque tantos políticos nossos não criam jeito? 

        Da minha parte, modestamente, acredito que esse mistério não encontra sua resposta na observação do comportamento dos candidatos, porque, muitas vezes, eles são uma coisa antes e outra coisa, depois das eleições. Por sua vez, os órgãos da imprensa, bem como pessoas de certo relevo social, têm opiniões e pontos de vista, nem sempre despidos de ideologias, portanto contaminados por preconceitos. As pessoas do povo, de modo geral, por receio, timidez ou hipocrisia, disfarçam seu pensamento e fabricam respostas que mostrem não o que elas pensam, mas o que desejam que os outros achem que elas pensam.

        Sem querer desqualificar outras explicações, achamos que uma das respostas para esse mistério está na cabine de votação. Ali é que parecem surgir as “forças ocultas”, que buscamos em vão, no espaço público. Aquele recinto exíguo, que só se diferencia do confessionário porque as revelações são feitas a uma máquina e não a uma pessoa, é o lugar ideal para que os segredos sejam expostos em sigilo, portanto livres de castigo, e onde a rara virtude se mostra tímida, diante da fraqueza humana. Protegido da sanção social, o eleitor exprime seus desejos com a liberdade de um beduíno solitário, no seu oásis. Nessa situação de isolamento, os baixos instintos têm a oportunidade de aflorar à consciência, de tomar o leme das decisões, de fazer falar aquilo que a censura pública reprime.

        Naquele momento decisivo para o exercício da cidadania, em vez de funcionar a consciência social, entra em ação o “homem lobo do homem”, aquele que põe seus interesses pessoais acima dos interesses coletivos. Então, o seu voto vai na direção daqueles políticos que podem resolver os “seus” problemas, e não os problemas da coletividade, o que vai “quebrar o seu galho”, e não dedicar-se à causa pública. Ainda quando isso não ocorre, a escolha também pode ser feita pela ótica da simpatia, da amizade, da subserviência e outros “pecados”, não menos graves do cidadão.

        Enfim, a “vitória democrática” do voto secreto, se mostra uma “vitória de Pirro”, em vista do egoísmo, da falta de cidadania, da debilidade da educação, da falta de esclarecimento, dos eleitores. Com tudo isso, entretanto, com toda essa conclusão perversa, mas lógica, que se torna concreta diante da realidade vivida, não adianta pensar numa volta ao passado, ao “voto do cabresto”, ou ao “voto dos melhores”, isto é, da aristocracia do dinheiro ou do sangue. O que se deduz, enfim, é que a democracia é incompatível com a ignorância, que a liberdade de escolha dos dirigentes políticos é incompatível com a falta de cidadania, esta, por sua vez, sendo consequência de uma educação (no seu sentido mais amplo) falha, que leva ao egocentrismo, à desonestidade, à luta pelos próprios interesses, em prejuízo do interesse coletivo.

        A conclusão final é que a culpa pela má administração e pela reiterada falcatrua dos bens públicos deve recair, antes para o eleitor e, só depois, para o político, pois se este “não presta”, não vai conseguir fazer mais do que sua natureza manda. Assim, as falhas de caráter de uma boa parte dos políticos, muitas vezes trazida à discussão, não é o ponto principal do problema. O ponto principal é a falha de caráter do eleitor, que aflora naquele momento de solidão, dentro da cabine inviolável. Essa solidão diminui os liames do cidadão mal educado com a ética pública, dando oportunidade aos seus impulsos egoísticos.

REALIDADE E APARÊNCIA


Para quem só se restringe a ler as notícias de jornais, principalmente aquelas provindas dos órgãos governamentais, as cidades do Vale do Ribeira de Iguape não apresentam qualquer anomalia que as diferencie das cidades mais prósperas de outras regiões do estado. Os políticos daqui se vangloriam de seus feitos, como todos os outros, o estado anuncia grandes providências para resolver os problemas locais e os jornais noticiam reuniões e mais reuniões, de órgãos públicos e cidadãos, todos interessados na melhoria das condições de vida da população. A “coisa começa a pegar”, entretanto, quando são examinados os indicadores sociais, o produto bruto local, a tendência ao êxodo para os grandes centros de uma grande parte da juventude da região, o que se pode notar pelos levantamentos estatísticos da população.

Nada a estranhar, entretanto, quanto ao noticiário e as atitudes de alguns homens públicos. O papel dos políticos é manter o otimismo dos eleitores, o do jornal é noticiar as palavras das autoridades e das pessoas gradas, pois o povo não tem voz e, quando a tem, é por motivos emocionais, além de seu limite a fatos e locais restritos, como esses do recente julgamento de um psicopata, ou a expulsão de um grupo de invasores de uma área particular. 

Todas essas considerações me vêm a propósito de uma notícia que li num jornal regional: “CEREST divulga suas ações em Registro e região”. O CEREST, Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador, abrange com sua ação 15 municípios da Região, e tem a função de preservar as condições de trabalho em todas as cadeias da produção. O que há a destacar, nessa notícia, entretanto, não é o trabalho propriamente desse órgão, mas o fato de ele existir, isto é, de ele se somar a outros tantos órgãos públicos, não sei quantos, todos dedicados a melhoria das condições locais, seja quanto à produção, à melhoria do produto, à saúde do trabalhador, à segurança da população, à educação, etc. etc.

É bem provável que o leitor ainda não tenha entendido a minha intenção, ou perplexidade, até aqui, falando sobre a divulgação das ações de um órgão público. Então, vou ser mais explícito: se um chinês, um tailandês ou um inglês fizerem um levantamento de todos os órgãos públicos, municipais, estaduais e federais, dedicados à melhoria das condições da economia e da vida da população, no Vale do Ribeira de Iguape, eles simplesmente ficarão estupefatos diante das estatísticas negativas da mesma região. Como é que, perguntarão, sendo servidos por tantos e tão eficientes (pelo menos pelas notícias divulgadas) órgãos públicos, o Vale do Ribeira de Iguape apresenta indicativos socioeconômicos tão pífios?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

FESTIVAL CULTURAL E GASTRONÔMICO EM JUQUIÁ


Delicias da gastronomia regional foram saboreadas no domingo (11/11) durante o Festival Cultural e Gastronômico realizado no pesqueiro “Colônia Santo” (SAKURA), em Juquiá. O evento faz parte do treinamento do Programa de Turismo Rural do SENAR – SP que é realizado em parceria com o Sindicato Rural de Juquiá e Prefeitura Municipal, através do departamento de Agricultura e do Turismo.

Neste ano, o festival teve como tema “A Amazônia do Vale” já que os participantes do curso identificaram o clima do município com aquele da região amazônica. Além do mais, muitos dos cultivos agrícolas, que são encontrados no norte do país como o maná, cupuaçu e muitos outros também podem ser encontrados no Vale do Ribeira.

“Na gastronomia, tivemos pratos com palmito pupunha, tilápia, banana e suco de cupuaçu. Vários empresários do ramo alimentício saborearam as iguarias feitas pelos alunos do programa. Espera- se que esses pratos sejam introduzidos nos restaurantes locais” - disse o Presidente do Sindicato Rural de Juquiá, Fernando Malusardi.

O curso iniciou-se em março e os participantes aprenderam gestão do empreendimento de turismo rural, meios de hospedagem, meios de alimentação, levantamento da história e cultura do bairro e do município. “O aprendizado foi sendo realizado e o festival construído. O resultado apresentado foi surpreendente”, concluí a Chefe da Divisão de Turismo, Natacha Vieira de Sousa.

 

Cananéia na Revista “Pesca & Companhia”


Uma das revistas mais conceituadas do País no segmento de pesca, a Pesca & Companhia, dedicou sete páginas de sua última edição, do mês de novembro, para divulgar as belezas naturais do Município de Cananéia. Com a manchete ‘Cananeia: sempre uma boa opção’, a matéria assinada pelo editor especial, Pepe Mélega, aponta o primeiro povoado do Brasil como uma das melhores opções do País para a pescaria, principalmente da espécie robalo. Mas, durante a reportagem, a equipe foi surpreendida com a fartura de outros tipos de peixe que pescaram como: badejo de areia, carapitanga, caranhas, pescada-amarela e garoupa.

 

COMENTÁRIO: Os iguapenses costumam “zoar” com Cananeia, insinuando seu atraso, falando mesmo em “fim do mundo”, etc. Nesse ponto, há até um fenômeno interessante: mesmo os iguapenses que sempre vão a Cananeia degustar um bom prato de camarão, costumam fazer essas piadas. Será que no fundo há uma ponta de inveja? Historicamente, Iguape disputa com Cananeia a fundação pelo famoso e, mais que famoso, lendário, Bacharel. Mas esse é um domínio dos historiadores. Por outro lado, existe uma polêmica pessoal entre um cananeense e um iguapense, sobre a autoria de um vocabulário caiçara. Parece, então que, no fundo, nessas brincadeiras com o presumido atraso de Cananeia, há um pouco de inveja de alguns iguapenses com falta de assunto humorístico. Será?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

2014 E O TURISMO, NO VALE DO RIBEIRA


O Departamento de Comunicação da Prefeitura Municipal de Cananéia, em consonância com a CONSAD e o SEBRAE-SP/Escritório Regional do Vale do Ribeira, convidou, recentemente, todos os empresários e gestores de empreendimentos em atrativos turísticos naturais e culturais, os proprietários de hotéis, pousadas, flats, restaurantes e outras empresas ligadas à alimentação fora do lar, para participar da Reunião de Apresentação do Projeto Circuito Turístico do Vale do Ribeira, com vistas ao Mundial de 2014. Estão convidados, também, pessoas e empresas ligadas à produção cultural, seja de shows, teatro, exposições, música, folclore, artesanato, etc.

Não há dúvida de que a iniciativa é muito boa, mas, por outro lado, ela revela a fraqueza da economia, como um todo, do Vale do Ribeira. Um setor econômico dinâmico, em qualquer lugar do mundo, não ficaria à mercê das entidades governamentais, para tomar medidas necessárias, quando houvesse oportunidade para isso. Pelo contrário, o que os empresários “fortes” fariam, em primeiro lugar, seria pedir às instâncias governamentais pertinentes, que “limpem o caminho” ou, até, que “saiam do caminho”, isto é, que façam o máximo para não atrapalhar suas iniciativas.  

Quem teve o desgosto de enfrentar os guichês burocráticos para montar uma empresa, alterar nomes, fazer fusões, etc., no Brasil, sabe o quanto isso custa à paciência do empresário. Os homens do governo, assim como todos os empreendedores que já atingiram certo nível econômico, quando precisam fazer esse circuito labiríntico da burocracia, de modo geral, usam seus secretários e escritórios especializados, por isso não tomam conhecimento das dificuldades que ali existem. O único lado fácil da burocracia é a fiscalização. Aqui eles são rápidos, eficientes, diretos.

Não quero dizer, com isso, que o empresariado do Vale do Ribeira não chega ao dinamismo existente nas áreas desenvolvidas do Estado de São Paulo, por conta do enrosco burocrático, porque este desserve a todos. Mas isso também ajuda a manter o baixo perfil da economia, não só de nossa região, como de muitas outras regiões de todo o Brasil. E eu percebo que há poucas medidas que protejam o empresariado do aranzel fiscalizador do Governo. Há muitos anos, criou-se um Ministério da Desburocratização. Mas ele não seguiu adiante: foi devorado pelo Monstro da Burocracia.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Agente Difusor da Educação Patrimonial


        Já faz algum tempo que recebi essa informação da Prefeitura de Cananeia, mas não custa publicá-la, agora, ainda mais que logo vamos começar uma nova legislatura, em todas as prefeituras brasileiras. Naturalmente se presume que os planos aqui expostos continuarão a vigorar, no período legislativo que recomeçará em 1º. de janeiro próximo.

        Trata-se da capacitação de pessoas para “desenvolver competências relativas à difusão dos valores da preservação do Meio Ambiente Histórico e Educação Patrimonial às comunidades e/ou profissionais em áreas de preservação e restauro”. Como se vê, isso é extremamente importante para cidades históricas, ainda mais aquelas localizadas em área de preservação ambiental.

        Vejamos a sequência da informação:

A Prefeitura de Cananéia, por meio do Departamento de Cultura, está desenvolvendo um grande trabalho para a preservação histórica e cultural da cidade. Em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), 13 profissionais de diversos segmentos estão participando do curso de especialização profissional de Agente Difusor da Educação Patrimonial.

O professor e arquiteto especialista em Patrimônio Cultural, Everaldo Cristiano da Silva, explicou a proposta do curso: “Todos os participantes terão um papel fundamental para a preservação do meio cultural, o que vai contribuir muito no reforço da própria identidade da Cidade. Os novos agentes poderão contribuir com o trabalho de educação nas escolas para que a preservação da cultura local faça parte do processo de formação educacional da população”.

Dois exemplos de patrimônio imaterial presente na cultura de Cananéia são a cataia e o fandango. Segundo o Professor Everaldo, tanto a utilização da planta, quanto a dança popular são tradições que devem ser preservadas porque fazem parte da cultura local. “É necessário que haja pessoas que colaborem na preservação desta cultura. Por este motivo, os participantes desse curso terão um papel fundamental para a sociedade local”.

        Todos os participantes receberão certificado de Agente Difusor da Educação Patrimonial, reconhecido pelo SENAI, com o qual foi feita a parceria. A partir dessa iniciativa, haverá a criação do Conselho Municipal de Cultura, Conselho Municipal de Política Cultural, Conferência Municipal de Cultura e Plano Municipal de Cultura.

 

NB. A notícia está um pouco atrasada, mas isso não lhe diminui a importância. O agente difusor da Educação Patrimonial é um complemento imprescindível para o Tombamento dos Bens Patrimoniais das cidades históricas.
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