segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Centro de Controle de Zoonoses de Ilha Comprida realiza chipagem de animais


Para facilitar a identificação dos animais e seus proprietários e intensificar a campanha municipal pela posse responsável, profissionais do centro de controle de zoonoses do município realizam trabalho de chipagem dos animais. A identificação eletrônica foi iniciada em maio, durante o mutirão de castração de cães e gatos realizada município.

A identificação é feita por intermédio de um chip inserido no animal de forma subcutânea. Os donos recebem um número de Registro Geral (RGA), onde constam dados do animal, do proprietário e a numeração do chip. Atualmente, entre cães, gatos e cavalos, há 201 animais identificados eletronicamente. A meta do setor é atingir todos os animais da Ilha.


O setor de Zoonoses destaca que quem tem um animal tem o dever de praticar a posse responsável que é cuidar e não deixar solto nas ruas. O setor orienta a população que abandono e maus tratos contra os animais são crimes que devem ser denunciados à polícia. A Divisão de Controle de Zoonoses está localizada na rua Cuiabá, 785 , no Balneário Adriana . Telefone: 3842-3271

Feira de troca de sementes reúne comunidades quilombolas do Vale do Ribeira

O Sistema Agrícola Quilombola, composto por suas roças tradicionais e quintais, tem garantido a segurança alimentar das comunidades do Vale do Ribeira, ao longo de seus 300 anos de existência. A Feira de Sementes foi criada justamente para manter a discussão sobre as roças e permitir o intercâmbio e o resgaste de sementes entre os agricultores quilombolas. É também um movimento político que tem servido para cobrar do Estado uma solução para um dos graves problemas que afetam as roças: a exigência de licenciamento ambiental.

A roça tradicional, além de garantir alimentos, é elemento-chave da cultura quilombola e sistema eficaz de uso sustentável do solo e da biodiversidade. Por uma série de razões internas e externas às comunidades, o sistema de roça tradicional sofre pressão e vem declinando, pondo em risco a segurança alimentar, a cultura e a biodiversidade.

O GT da Roça, grupo de trabalho que organiza a feira, conta com a participação da equipe do Programa-Vale do Ribeira, do ISA, do Itesp, da Secretaria de Cultura de Eldorado, de representantes da Prefeitura de Iporanga, do CEPCE e representantes das comunidades quilombolas da região.

A sexta edição da feira contará com a participação de 25 quilombos dos municípios de Eldorado, Iporanga, Itaoca, Iguape, Barra do Turvo, Registro e Cananéia, e também são esperados representantes das aldeias indígenas da região e agricultores familiares.


O seminário “As mulheres Quilombolas e as Roças Tradicionais” traz à discussão o papel da mulher quilombola na produção agrícola e preparo dos alimentos e na organização social e na luta por seus direitos. Serão discutidas questões ligadas à substituição dos produtos tradicionais por produtos industrializados. Durante o evento, será lançado o livro do Inventário Cultural de Quilombos do Vale do Ribeira, com os resultados do projeto “Inventário de Referências Culturais de Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira – SP”.

Final de semana tem Sarau e fase regional do Mapa Cultural Paulista no KKKK em Registro



Quem gosta de atrações culturais tem agenda garantida para o final de semana em Registro. No sábado, 31/08, além da 4ª edição do Sarau realizado pela Secretaria de Cultura da Prefeitura, haverá a fase regional do Mapa Cultural Paulista nas categorias vídeo e dança.

A partir das 19h30, subirão ao palco do Teatro Wilma Bertelli (KKKK) os grupos de dança Acaraú (Cananéia), Melhor Idade (Iguape), Projeto Sem Fronteiras (Cajati) e Grupo Developpê (Registro). Logo depois, o Sarau Cultural contará com diversas expressões artísticas.

Já no domingo, 01/09, o KKKK receberá as peças “Melhores Histórias” (classificação livre), da Cia. dos Causos de Iguape, às 18 horas, e “Pterodátilos” (16 anos), do Grupo Caixa Preta de Registro, às 21 horas. As apresentações fazem parte da fase regional de teatro do Mapa Cultural. A entrada aos espetáculos é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes de cada apresentação.


Criado em 1995, o Mapa Cultural Paulista tem o objetivo de fomentar as produções culturais do interior, revelando valores em segmentos que não teriam acesso aos meios de comunicação e com pouca visibilidade no meio cultural. Durante a realização do evento, são selecionados artistas de 13 regiões administrativas do Governo do Estado para participar de atividades culturais distribuídas em quatro fases. Em todas elas os artistas que se destacam apresentam seus trabalhos, primeiro no município de origem, depois na região em que está inserido e, ao final, na fase estadual, apresentam-se na capital paulista. Teatro, Dança, Artes Visuais, Canto Coral, Música Instrumental, Literatura e Vídeo são as expressões artísticas contempladas neste projeto, que juntas revelam o mapeamento cultural de São Paulo.

Surf-treino “Ilha 2013” incentiva o esporte no município

Com a participação de 56 atletas, shows, atividades recreativas e clínica de surf no Mar Pequeno, foi promovido, nos dias 10/08 e 11/8, na praia de Pedrinhas, o Surf Treino Ilha Comprida 2013. O evento- que seguiu padrões de competições oficiais – reuniu atletas, simpatizantes, comunidade de Pedrinhas e turistas. O professor da escola municipal de surfe e organizador do Surf Treino, Mauricio Eypahnio (Pelé), disse que a competição foi perfeita com ondas que chegaram a dois metros e exigiram resistência e técnica dos atletas.

Segundo o professor, o surf-treino teve as metas de aprimorar o ritmo de competição dos atletas de base: “A nossa expectativa é que os atletas aprendam a superar seus próprios limites por intermédio de estudo e treinamento técnico e tático”. Oito participantes do surf treino se preparam, para o o Hang loose Surf Attak, que acontecerá na praia do Maluf no Guarujá.

Além das competições, houve conscientização ambiental, instalação de uma tenda de frutas da Escola de Surf Espaço Natural, clínica de surf no Mar Pequeno, ministrada pelo instrutor e presidente da Associação Paulista de Surf Universitário, Vicente Menta, e show com a Banda Nativus da Ilha.
Para os moradores de Pedrinhas, não poderia ter acontecido nada melhor no final de semana. “Este evento foi fantástico para a comunidade de Pedrinhas. 

Estou maravilhada. Todos os jovens ficaram muito contentes com essa ação. Meu estabelecimento está de portas abertas para atividades como essa”, afirmou Jô, do Quiosque das Pedrinhas. O clima de surf foi tão grande que Jô anunciou sorrindo: ”Acho que vou aprender a surfar”.

O Treino foi organizado pela Ibrasurf, Escola de Surf Espaço Natural e Divisão Municipal de Esportes, com apoio e patrocínio da WG, Kantinho da Ilha Modas, Benimodas (Iguape), JC Produções Artísticas, Dhux Surf Board, Oficina dos Pescados, Lanchonete e Mercearia do Nezinho, Supermercado Monte Carlo, Batata Pura, Salão de Beleza Le Grand, Universo Presentes, Ilha Peixe, Gazeta Caiçara, Quiosque das Pedrinhas, Banda Nativos da Ilha, Papelaria da Sônia, Star Point, Virtual Games, Caio Brinquedos.

Resultados oficiais:

OPEN:
Eduardo Martins (IGP Barra);
Cesar Arnold (ICO Britânia);
Eliel Dias (ICO Juruvaúva);
Edmilson Pesot (ICO Caiçara).

JUNIOR:
Lucas Martins(ICO Pedrinhas);
Rafael Ramos (ICO Pedrinhas);
Lucas Henrique (ICO Britânea);
Nathan Narciso (ICO S. Martinho).

MIRIM
Bianca Mayla (ICO S.Martinho);
Eliel Dias (ICO Juruvaúva);
Álvaro Pontes (ICO M. Carlo);
Nathan Narciso (ICO S. Martinho).

INICIANTE:
Nathan Narciso (ICO S. Martinho);
Diego Arnold (ICO Britânia);
Bianca Mayla (ICO S. Martinho);

Antoni Silva (Cananéia).

Cananéia receberá estudo sobre novas diretrizes urbanísticas


O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Rodrigo Garcia, e o prefeito de Cananéia, Pedro Ferreira Dias Filho, assinaram nesta quinta-feira, 22 de agosto, convênio por meio do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem), que prevê a elaboração da Carta Geotécnica de Aptidão à Urbanização da cidade, com o objetivo de estruturar novas ocupações do solo.

Segundo Rodrigo Garcia, o estudo contribuirá para o desenvolvimento econômico de Cananéia. “Com esse levantamento, o munícipio terá condições de definir novas ocupações urbanas de acordo com os critérios técnicos apontados por representantes do IPT, um dos institutos mais renomados do Brasil”, ressalta.

O projeto será realizado em sete meses, e abrangerá atividades como: compilação de bases cartográficas, produção de mapas temáticos, realização de levantamento de campo, formatação dos produtos finais e edição de relatórios. O investimento total será de R$ 265.157,40 – sendo R$ 238.744,81 financiados pela Secretaria e contrapartida de R$ 26.412,59 da prefeitura.
Para o prefeito, o mapeamento viabilizará o crescimento do município. “Os principais setores da cidade são o turismo e a pesca, essa carta será o primeiro passo para investirmos em um Plano Diretor que reforce essas duas atividades, além de abrir espaço para novas áreas de atuação”, explica

A Carta Geotécnica de Aptidão à Urbanização da cidade será realizada seguindo as novas orientações estabelecidas na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Para evitar construções em áreas de risco, a elaboração de planos diretores e projetos de parcelamento do solo só será autorizada mediante prévia carta geotécnica.

A Secretaria de Desenvolvimento, Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT), por meio do Programa de Apoio Tecnológico aos municípios (Patem), financia serviços especializados que utilizam a capacitação técnica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para obtenção de laudos em municípios de pequeno e médio porte, que não contam com recursos e capacitação funcional para resolução de situações emergenciais.

O trabalho executado pelo Patem abrange as seguintes áreas: uso do solo, recursos minerais e água subterrânea, infraestrutura pública, distritos industriais e de serviços, e dinâmica socioeconômica municipal. Quando o município tem um problema que necessita de avaliação técnica do IPT, a prefeitura deve enviar ofício à SDECT relatando o tipo de situação a ser examinada. Se a solicitação atender às exigências do Patem, prefeitura e secretaria celebram o convênio.


Os técnicos do IPT visitam o município para levantar as informações para produção do diagnóstico, apontando problemas e as medidas necessárias para solucioná-los. O programa não repassa recursos para a realização de obras.

Registro receberá exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa

 


Registro está entre as sete cidades paulistas que receberão a Estação da Língua, exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa, e conhecerá destaques do conteúdo já visto por mais de 3 milhões de visitantes na Estação da Luz, além de novidades dedicadas ao público paulista. “É a primeira vez desde sua inauguração, em 2006, que o Museu da Língua Portuguesa realiza uma exposição itinerante e Registro será contemplado. Estamos muito felizes e honrados em poder oferecer essa programação para o Vale do Ribeira”, ressalta o prefeito Gilson Fantin.

A Estação da Língua estará aberta à visitação no período de 10 de setembro a 5 de outubro, com uma grande estrutura instalada no Centro de Educação e Cultura KKKK. A abertura oficial será no dia 9 de setembro. “A Estação da Língua é a primeira grande viagem do Museu da Língua Portuguesa, que há anos atrai milhões de pessoas. Ao aproximarmos o museu da população, temos a certeza de estar cumprindo mais uma etapa da missão institucional de levar conhecimento e encantamento a todos os paulistas, em todas as partes”, afirma Marcelo Mattos Araújo, secretário de Estado da Cultura.

As cidades de Santos, Registro, Campinas, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto serão pontos de parada de uma viagem que contará a história da Língua Portuguesa de maneira interativa e tecnológica.

A realização é do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, do IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, organização social de cultura que gere o Museu da Língua Portuguesa, e da Arquiprom. A Estação da Língua tem apoio da Lei Rouanet e patrocínio de Comgás, IBM Brasil, Sabesp e Vivo. Em Registro, conta com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Lazer, do Instituto Paula Souza (ETEC), que cedeu o espaço para a instalação da exposição, e da UNISEPE – que cedeu os alunos de Pedagogia e Letras para que fossem capacitados na sede do Museu em São Paulo para fazer a monitoria dos grupos em Registro.

A estrutura de recepção e de acolhimento baseia-se em um conjunto com forte apelo visual, formado por uma tenda/cobertura e por contêineres. Estes abrigam projeção de breves textos literários – como já acontece na Praça da Língua, no Museu – especialmente escolhidos para esta itinerância. Em um ambiente imersivo, três frases promovem o início dessa viagem pela história da língua portuguesa: “Quem não vê bem uma palavra, não pode ver bem uma alma”, de Fernando Pessoa; “Penetra surdamente no reino das palavras”, Carlos Drummond de Andrade; e “Como é que chama o nome disso”, de Arnaldo Antunes, foram interpretadas pelos atores Paulo Betting, Julia Lemmertz e Deborah Evelyn. Painéis de led vermelho reproduzirão o que está sendo ouvido.

Em cada cidade a exposição estará em um espaço cultural apropriado e, nele, o percurso continua por seis áreas expositivas. Começa com uma grande escultura de caixas onde se apresenta o Museu da Língua Portuguesa e segue para o ‘desembarque’, formado por um painel gráfico com as origens da língua e um vídeo/animação que apresenta as conquistas e a expansão ultramarina de Portugal até o ano de 1500 – quando ocorre o descobrimento do Brasil. Esta seção inclui um terminal multimídia que permite ao visitante escutar os vários sotaques do português pelo mundo.

A terceira área expositiva reproduz parte de outra ala consagrada no Museu da Língua Portuguesa: a Linha do Tempo, com a evolução do idioma no Brasil até a atualidade. O visitante segue para terminais com telas touch-screen que apresentam a relação do português com outros idiomas, como as línguas indígenas e africanas, e também as influências dos imigrantes europeus em solo brasileiro.

O passeio se aproxima do fim num painel em forma de quebra-cabeça que apresenta um vídeo baseado em dez entrevistas especiais. O vídeo permite confrontar e mesmo sugerir um diálogo entre cinco cidades paulistas, ressaltando as particularidades linguísticas de cada região.

A parada final destaca em projeções a presença diversificada da língua portuguesa no dia a dia do brasileiro, até mesmo em sonhos, com a apresentação de dois vídeos – Culinária e Danças – que fazem parte da estrutura da Grande Galeria do Museu, na Estação da Luz.

No total, serão quase 300 metros quadrados de área expositiva, divididos em cobertura/contêineres e espaço fechado. A estrutura será transportada de uma cidade a outra em caminhões. A estação estará aberta ao público de 10 de setembro a 5 de outubro, de segunda a sexta das 9 às 18 horas, sábado das 11 às 20 horas, Complexo Educacional e Cultural K.K.K.K. Agendamento para grupos de escolas pelo telefone: (13) 3822-4492. 

Cresce número de roubos a caixas eletrônicos no Vale do Ribeira



Nos últimos meses, oito agências bancárias foram atacadas por quadrilhas especializadas em roubos a caixas eletrônicos, no Vale do Ribeira. Apenas na semana passada foram duas ocorrências. Os principais alvos dos criminosos são os caixas instalados nas agências. Durante o dia, as câmeras, os vigilantes armados e as portas giratórias ajudam a inibir a ação dos meliantes, mas durante a madrugada eles agem com ousadia. Em quatro meses, foram oito ataques em cidades que ficam em um raio de 100 quilômetros: dois em Eldorado, dois em Itariri, dois em Miracatu, um em Cajati e um em Sete Barras.

Em um dos últimos ataques, na semana passada, toda a ação foi gravada por câmeras de monitoramento. Nove homens armados com pistolas e fuzis chegaram em dois carros e explodiram os caixas eletrônicos de uma agência, no Centro de Sete Barras. Durante a fuga, atiraram contra um carro da Polícia Militar. As investigações apontam que a quadrilha é de Campinas (SP). Um veículo abandonado foi encontrado perto de Miracatu e um dos ladrões, que estava escondido no mato, foi preso. Oito continuam foragidos.

Segundo a Polícia Civil, a proximidade com a Rodovia BR-116 facilita a ação dos ladrões, que vêm principalmente do Estado do Paraná para atacar no Vale do Ribeira. Eles preferem os municípios pequenos, que têm poucos policiais. “Eles têm praticamente um domínio da cidade para poderem praticar essas ações. Tem menos polícia, que também não está prevenida para um caixa eletrônico específico. Geralmente, o caixa é abastecido com muito dinheiro, porque o carro forte vai em cinco, seis cidades para haver uma economia de custo para o banco. Eles os abastecem com mais dinheiro, o que facilita essas ações”, explica o diretor da Polícia Civil da região Aldo Galiano Júnior.


Para Galiano, o sucesso no combate a esse tipo de crime depende de dois fatores. “Precisamos da integração das várias polícias: Militar, Rodoviária Federal, polícias estaduais e Polícia Federal; e um trabalho de inteligência de compartilhamento de informações, entre todos esses órgãos. Assim, nós teremos condições de combater com eficácia o crime organizado”, diz. Por meio de nota, a Polícia Militar afirma ter intensificado o policiamento no Vale do Ribeira. Além disso, têm sido feitas operações para combater a venda e comercialização ilegal de dinamite.
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