segunda-feira, 8 de abril de 2013

MARGARET THATCHER: TUDO O QUE O BRASIL PRECISAVA


A ex-primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, que acaba de falecer, aos 87 anos, era tudo que precisávamos, para sair desse vai-não-vai, no qual nos debatemos, há séculos. Foi ela quem segurou o furor dos sindicatos ingleses, quando o bolchevismo se apresentava como a salvação da Humanidade. Margaret Thatcher, a “dama de ferro” entrou na arena como um “Sansão”, para demolir as colunas da demagogia, que estavam começando a ser levantadas entre o operariado britânico. Digo que era tudo o que precisávamos, agora, porque o Brasil, no momento, se debate entre um assistencialismo demagógico, um sindicalismo de gabinete e uma ladroagem generalizada do dinheiro público.
        Para alguns, parece que temos uma “Thatcher” no leme da República, mas é pura ilusão. Dilma só é durona na conversa. Quando em presença de seu “inventor”, ela vira uma coelhinha assustada. Sabe que sua força deriva de Lula, por isso vive dançando na corda bamba, com medo de perder o apoio do Barbudo. Para poder governar sem medo, ela teve que dividir o poder com dezenas de partidos, formando essa roda viva de ministérios, que, em grande parte, só servem para sugar o dinheiro dos impostos. Já comentei, aqui, sobre o Ministério da Pesca, um bom exemplo do que é governar sob a tutela dos ladrões do Congresso: antes de ter esse ministério, o Brasil exportava peixe, agora, com o ministério, importa. 

ENSINO DE MATEMÁTICA NO MUNICÍPIO DE IGUAPE


É preciso repensar o Ensino de Matemática em nosso Município
                                                     Leyla Fortes  
                                                              
                Enquanto educadora, sinto-me profundamente incomodada com os dados alarmantes diagnosticados em nossos alunos ao chegarem ao ensino médio, principalmente no que diz respeito ao Ensino de Matemática. Um levantamento realizado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em fevereiro deste ano, mostrou que 95%, dos 163 alunos do 1º ano do ensino médio, não apresentaram os conteúdos mínimos necessários para seguir adiante no Ensino de Matemática. Em minha escola, na qual sou coordenadora, dos 190 alunos que ingressaram no EM cerca de 90% apresentaram déficit significativo de aprendizagem na disciplina. Esse é um fator de extrema importância para que esses alunos possam ingressar no mercado de trabalho, via concurso público e/ou ensino superior. O que será do futuro de nossas crianças e adolescentes?
               Outro fato alarmante diz respeito ao índice de retenção no Ensino Médio. O jornal “O Estado de S. Paulo” publicou em 17/05/2012: “Reprovação do ensino médio de SP cresce 11%”. Por quê? Qual o motivo? Podemos levantar alguns fatores como, por exemplo, baixa autoestima, sentimento de impotência, fracasso escolar, exclusão social, necessidade de trabalhar e até, mesmo, falta de perspectiva futura. Mas, se o aluno chega ao Ensino Médio com tais sentimentos e dificuldades, faz-se necessário preocuparmo-nos, urgentemente, com o ensino dos anos anteriores, que começa na Educação Infantil e se estende até o Ensino Fundamental II. É preciso reavaliar as práticas do Ensino de Matemática. Sabemos perfeitamente que a matemática está presente no cotidiano de todos nós. Aprendemos a calcular nossas compras, o troco, o desconto no preço dos produtos, etc. Mas, por que, então, nos bancos escolares, os alunos não demonstram tais habilidades?
               A intenção deste artigo não é apontar culpados, mas desenvolver uma reflexão em todos os educadores do Município, com o objetivo de juntos, desenvolverem propostas e ações eficazes visando à melhoria do ensino da Matemática. Cientistas, psicólogos e pedagogos afirmam que todos nós somos capazes de aprender, que nossos cérebros possuem uma capacidade imensa de assimilar qualquer assunto. Mas como está nossa prática em sala de aula? Como está nossa formação e atualização profissional? Os nossos métodos didáticos têm sido renovados a fim de estimular cada vez mais nossos alunos? Ou continuamos repetindo o modelo no qual fomos educados nos bancos escolares, há décadas? Precisamos repensar tais questões e partir para uma nova busca.
                Piaget (1896/1980) nos deixou estudos valiosos sobre o desenvolvimento cognitivo da criança. Ele demonstrou, através de inúmeras experiências, que a criança, de idade aproximada entre os 7 – 12 anos, se encontra no período operatório-concreto. Ou seja, faz-se necessário um estudo mais aprofundado da teoria e colocá-la em prática. Bem como a elaboração ou reinvenção de uma didática na qual nossas crianças possam aprender a Matemática brincando, jogando, vivenciando através do corpo, de objetos, etc.
Devemos acentuar que essas práticas não são necessárias somente na Educação Infantil, mas sim ao longo de todo o ensino Fundamental I e II.
                É preciso repensar a formação docente. É sabido que, em grande parte dos cursos de Pedagogia, há falhas na formação do professor de Matemática das séries iniciais. Talvez porque este não seja o objetivo, uma vez que se supõe que esse aluno já possua os conhecimentos mínimos necessários. Mas infelizmente não é o que acontece. Muitos alunos escolhem a Pedagogia justamente para não terem que estudar Matemática, devido a traumas sofridos durante seu aprendizado. Por sua vez o curso, em sua grade curricular, oferece somente as práticas pedagógicas do ensino da Matemática. Não tem por obrigação ensinar Matemática aos seus alunos. Esses futuros professores, que terão pela frente uma responsabilidade imensa de desenvolver o gosto e o prazer pela Matemática, o que é perfeitamente possível, apresentam sérias dificuldades. Diante desse dilema, precisamos assumir a postura socrática: “Sei que nada sei”, e partir para a busca dessa formação e superação das dificuldades.
                Se, enquanto professores, queremos fazer a diferença e cumprir com os nossos deveres e obrigações, então precisamos buscar constantemente formação, pois nos encontramos num processo de transformação que só chegará ao fim quando deixarmos de viver. Então, deixo o apelo de uma educadora que se propõe a unir forças e lutar para evitar a continuidade dos dados negativos. Precisamos formar cidadãos capazes de se sentirem seguros para enfrentar as dificuldades e desafios da vida, sem sentimentos de inutilidade e fracasso.

domingo, 7 de abril de 2013

DILEMAS – Parte I


             A atual campanha contra o parlamentar homofóbico, preconceituoso, além de “cara de pau”, que ganhou a presidência de uma comissão parlamentar exatamente contrária a seus princípios, levanta pertinentes problemas, com relação à vida pública, seja daquela dos representantes do povo, seja daquela do próprio povo. Afinal, até que ponto devemos nos resguardar em nossas posições, políticas, religiosas ou morais, contra as tentações ou simples convites que nos vem “do outro lado”? Ou será que devemos tratar esses protestos e indignações com o mesmo espírito com que encaramos as disputas pelas cores e camisas de times futebolísticos?
              As mudanças no campo político, no Brasil e, acredito, em muitos outros países (e eu não saberia dizer se em “todos os países” ou só nos países de mentalidade um pouco defasada, como o Brasil) são mais toleradas do que a mudança na torcida de times de futebol. A gente pode atribuir isso à pouca consistência das convicções ideológicas ou à pura sem-vergonhice. Depende do caso. Mas é notável encontrar na história política da Rússia, por exemplo, a diferença que fazia, em certa época, ser bolchevique ou menchevique. As duas correntes eram revolucionárias, as duas correntes lutaram contra o regime monárquico e os costumes feudais da Rússia tzarista, mas brigavam entre si como gato e cachorro, por questões menores na interpretação da história política e econômica. No Brasil, convivem, lado a lado, como irmãos fraternos, sem o menor problema, mesmo ideológico, partidários de partidos comunistas e de partidos capitalistas, além daquela maioria que fica “em cima do muro”, quando se trata de convicções.
              Mas isso é parte menor do problema. O pior é a mudança de lado, à menor suspeita de que, quanto a uma questão qualquer, o lado em que se está parece destinado a “perder a parada”, ou quando interesses maiores conseguem “comprar” consciências. Aqui é que, realmente, existe o problema. E quando falamos em interesses, pensamos em interesses que compram consciências, ou consciências que já estão motivadas por situações pessoais. Um homoerótico lutar pela sua causa não é nenhuma demonstração de cidadania, mas de defesa própria. Da mesma forma, um afrodescendente. Pode-se argumentar, e com toda razão, que essa luta é por “princípios humanos, reconhecidamente universais”, mas acho que poucos dos reivindicadores têm isso em mente, quando “tocam seus tambores” na praça.   

(VOLTAREMOS AO ASSUNTO)

sábado, 6 de abril de 2013

UM PORTO EM IGUAPE?


REVISTA “EXAME” – 03/04/2013:
       “Uma pesquisa divulgada em janeiro deste ano, pelo Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, mostra que a eliminação de barreiras ao comércio internacional, como a falta de infraestrutura e o excesso de burocracia, poderia adicionar 2,6 trilhões de dólares ao PIB mundial. Um dos países mais beneficiados pela redução dos entraves seria o Brasil.”
         
          Leio a notícia acima, cujo desenvolvimento envolve o funcionamento de nossos portos, ou a falta deles, tendo às mãos uma série de documentos, datados a partir de junho de 2006, relativos à possível construção de um porto no município de Iguape. Eles me foram entregues pelo então Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguape, Sr. Alcino Frederico Nicol. Nesses documentos constam reuniões com a presença de várias autoridades do Vale, discussões, palpites, conclusões etc.
          Não vale a pena transcrever, no momento, o teor desses documentos. Se alguma autoridade estiver interessada neles, ficam à disposição. Digo que não vale a pena expô-lo aqui, neste BLOG, porque isso seria apenas um texto a mais, que os leitores leriam e, no máximo, dariam um suspiro: “Que coisa, hem?” e esqueceriam em seguida.  
           Mas, então, por que toco nesse assunto? Toco nesse, como tocarei em assuntos correlatos, passados e presentes, para que o passar do tempo não nos faça esquecer problemas que temos e estamos deixando de lado, mas que um dia alguém vai se interessar em levar em frente, discutir, conscientizar seus contemporâneos e, se for autoridade, começar a tomar providência. Porque é até aí que podemos contribuir com a comunidade, já que nos falta autoridade e acesso a mais amplos canais de comunicação pública.
           O levantamento dessa ideia de um porto em Iguape, bem como essas reuniões que se tornaram inúteis, não por si, mas pela má vontade (ou excesso de prudência?) da maioria dos presentes, foi iniciativa de um senhor a quem não falta imaginação, mas faltam meios para realizar suas proezas e, sejamos francos, falta-lhe um pouco de senso da realidade, não da realidade crua do pedaço de terra e das águas que nos rodeiam, mas da realidade humana, que aqui habita. Esta terra (quero dizer, o Vale do Ribeira) começou a ser habitada na mesma época que o resto do Brasil, mas não é preciso ser muito observador para perceber a diferença em que nos encontramos, na comparação com o Litoral Paulista, de Itanhaém para cima, ou do Interior Paulista, em qualquer direção que se caminhe. Pelo ritmo de nosso progresso, parece que caminhamos a pé, enquanto os outros se deslocam em aviões a jato!!!   

CANANEIA: ESTÍMULO AO PAGAMENTO DE IMPOSTOS


           Para motivar o pagamento das contas atrasadas de IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano – em Cananéia, a Câmara Municipal aprovou, na última sessão, a Lei Complementar N. 081/2013. Por meio dela, o poder público fica autorizado a conceder anistia de 100% de juros e multas ao contribuinte que quitar sua dívida, à vista, até o dia 30 de abril. Com isso, a Prefeitura Municipal pretende estimular os contribuintes a renegociar seus tributos e, ao mesmo tempo, diminuir a dívida ativa do município. O desconto de 100% no valor das multas e juros, vale enfatizar, é válido somente para o pagamento à vista. Os contribuintes devem procurar o Setor de Cadastro, à Avenida Beira Mar, nº 287, Centro.
           O IPTU e outros tributos municipais destinam-se à execução de diversos serviços para a população, como saúde, educação, assistência social, manutenção das ruas e calçadas. Assim, é com essa contribuição que o cidadão  dá a Administração condições de desenvolver programas urbanos e sociais na cidade, promovendo o desenvolvimento e qualidade de vida de sua população.

REGISTRO: OPERAÇÃO CIDADE LIMPA


         A Operação Cidade Limpa, iniciativa da Secretaria de Serviços Municipais de Registro, está trabalhando no Bairro do Arapongal desde o dia 18 de março. A equipe da Prefeitura está realizando roçadas, limpeza e terraplanagem no bairro. Neste sábado, dia 6 de abril, será realizado um mutirão para recolher entulhos e inservíveis. Os moradores devem depositar pneus velhos, latas e móveis na calçada na sexta-feira à noite (05/04), para que os caminhões “Cata Treco” possam recolhê-los no sábado pela manhã.

              
         Com o objetivo de promover a manutenção da limpeza pública e mobilizar a população no combate à dengue, a Operação Cidade Limpa já passou pelo bairro Jardim São Paulo, de onde foram retirados 380 metros cúbicos de entulhos, e nos Blocos B, D1, D2 e Nosso Teto, com a remoção do equivalente a 58 viagens de caminhões basculantes de lixo (materiais inservíveis, restos de construções, galhos, móveis velhos, etc.).

sexta-feira, 5 de abril de 2013

TRIBUNA DE IGUAPE


        Saiu o número 147, abril de 2012, do jornal TRIBUNA DE IGUAPE, editada pelo escritor Roberto Fortes. Vale a pena ler. E comentar. Mas, vamos por partes.
        1 – Em “Cidadania faz bem”, o editor começa pela afirmação: “É próprio do ser humano quebrar ou burlar as convenções e regras sociais”.

NB - Desculpe, senhor Editor, mas isso não é verdade. “Quebrar ou burlar as convenções sociais” é hábito dos delinquentes que, por sorte, não constituem a maioria da humanidade, senão simplesmente, não haveria humanidade. Há pouco tempo saiu um estudo psico-sócio-histórico, em que entraram nomes como o psicólogo “do momento”, Steven Pinker, professor de Psicologia da Universidade de Harvard (o que não é pouca coisa, diga-se), em que se afirma, de modo genérico, para depois se passar a exemplos tópicos, que a Humanidade está cada vez melhor.
         A “Lei de Gerson” ou o “jeitinho brasileiro”, como especifica este último, são formas de burlar o que é correto, mas, além de serem discutíveis como “leis” ou como característica brasileira, ainda assim, são afirmadas como restritivamente “nacionais”, o que as limita ao nosso território e não as estende aos demais povos. Daí que é um pouco de exagero falar que isso é “próprio do ser humano”. Felizmente!!!  
         Quanto ao problema específico do lixo em Iguape, podemos afirmar que, esse sim, é um problema nacional. A falta de cidadania também é um problema nacional, embora não seja “própria do ser humano”, mas é própria dos seres humanos mal-educados, o que isenta a parcela educada da população. Isso apesar de que, adaptando a famosa frase de Rui Barbosa, de “tanto ver triunfar a falta de educação, o homem tem vergonha de ser educado”.
           Mas se a gente lançar um olhar sobre nossos dirigentes políticos, os responsáveis, em instância de cidadania, pela ordem vigente no país, aqui considerada a ordem como o estado geral das coisas, vemos que o esforço dos cidadãos para procederem segundo a moral e os bons costumes se vê, muitas vezes, frustrado pelo mau exemplo de alguns daqueles que deveriam marchar à nossa frente. “Mensaleiros” (políticos de alto coturno) aguardam a ordem judicial para serem encarcerados; ex-presidente da República arranja negócios para falso capitalista que dá prejuízos seguidos a investidores incautos; “cartola” do esporte foi conivente com tortura e morte do jornalista Herzog, durante a ditadura; Comissão de Direitos Humanos é dirigida por um político que é a negação dessa instituição, etc. 
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